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Francisco Duarte Ferreira

Francisco Duarte Ferreira

Nasceu em LISBOA, 1989.
Estudou no Secundária de São Lorenço, Portalegre, 2012. Estudou na Lusíada de Lisboa, 2010; The Beralge 2014; FAUP, 2019

Francisco é um Guarda, 2022

Sou um planeador.
Para mim qualquer objetivo é alcançavel, para tal crio um plano, estruturado por etapas de curto, médio e longo prazo.
E assim, através de aproximações sucessivas e com uma postura disciplinada e de paciência rigorosa, cumpro cada passo ao pormenor, até alcançar o que se pretende.
Mas não sou fundamentalista! ”

Arquitetura

Entrevista

Olá Francisco, fala-nos um pouco sobre ti.

Olá. O meu nome é Francisco Palmeiro de Amorim Duarte Ferreira, nasci em 1989 e sou arquitecto-designer, formado na Universidade Lusíada de Lisboa, em The Berlage-TUdelft e Faculdade de Arquitectura na Universidade do Porto.
Atualmente trabalho e respiro no atelier do Guarda Jóias.

Estudaste em três universidades?

Sim, estudei durante 10 anos, sem nenhuma interrupção e repetição de ano. A licenciatura na Lusíada de Lisboa (2008-2010), uma pós-graduação em the Berlage-Tudelft (2011-2013) e um mestrado na FAUP. (2024-2018), entre Lisboa, Delft e Porto. A verdade: é que tinha a sensação que iria envergar por um percurso académico e/ou teórico, mas o estágio profissional e a experiênica de atelier, abriu-me outros horizontes e oportunidades. E…quase como, por consequência, depois de terminar o estágio eu abri o atelier, o Guarda Joias.

E agora tens o Guarda Joias. Fala-me um pouco sobre isso.

O Guarda Joias é um atelier de arquitectura e oficina de artes, sediado na Rua do
Guarda Joias, é um duplo espaço com montra para a rua, a nossa porta está sempre aberta para o bairro ! E há uma cave, que serve de oficina de art&craft, que é um espaço híbrido, entre um local de exposição com arrecadação de materiais e ferramentas de trabalho.
Trabalhamos muito com a mão, esquissos e maquetes em várias escalas, mas sempre acompanhado com desenho técnico rigoroso em computador. Exploramos
as atmosferas e as texturas com vários tipos de medium, como o acrílico, carvão, guache, aguarelas ou pastel a óleo. – Há, uma vontande genuina em produzir outras formas de representação.

E como surgiu isto tudo?

O nome e filosofia do espaço nasce com uma conversa entre mim e o Tomás Velasco, arquitecto e parceiro em muitos projetos de arquitectura. A ideia do GJ é misturar a arquitectura com arte e a arte com arquitectura, como duas mãos que se apertam, mão direita e mão esquerda e entre mãos, fica o projeto.

Achas que a arquitetura é arte?

É uma pergunta que me faz mover como arquitecto. Mas, não creio que seja possível dizer que uma é a outra (vice-versa). Mas acredito que se
complementam. Gosto de pensar, que se conseguir misturar a arte, na forma como desenvolvo a minha arquitetura, consigo alcançar algo profundo que vai para além do óbvio que os meus olhos descrevem.

Nada tem a ver com a procura de algo diferente, mas sim: de explorar outros ensinamentos, imaginários e combinações que se possam enquadrar com o contexto/ envolvente que me rodeia e o programa que me apresentam.

Como por exemplo?

No processo de fazer arquitetura, eu sinto que é complexo. Não há fórmulas, mas um campo vasto, subjetivo e é muito fácil perder-mo-nos com o desenvolvimento do projeto. Por isso, ainda bem que tenho prazos de entregas. (Ahaha)
Gosto de navegar no abstracionismo e construtivismo, para desconstruir à minha maneira. São exercidos desbloqueadores que me libertam de referências.
As referências são a minha biblioteca e o meu museu, não as recuso nunca, mas por vezes podem ser amarras e juízos do que devo ou não fazer. Então busco a arte para fluir…

Mas, avançando com o teu raciocínio, como garantes a qualidade de um projeto de arquitetura?

Sim… Daí dizer que arquitectura não é arte.
Arquitetura tem compromissos e grande responsabilidade, com o contexto, com um programa, com a qualidade construtiva, valores ético-sustentáveis, com a lei, com um orçamento e com intervenientes, como cliente, engenheiros, construtores…
O peso da responsabilidade aumenta ainda mais, quando acrescentamos o nosso espírito artístico…

…Por isso, para te responder a pergunta, a qualidade está na forma como gerimos todo o processo, desde a ideia até a conclusão da obra. Garantindo sempre uma postura rigorosa, mas sensata e que seja comunicável para todos intervenientes e condicionantes que rodeiam o projeto.
Talvez daqui, surge a minha filosofia, a forma de ver e fazer arquitetura. Todos os projetos que fazemos, todos juntos, são o Projeto. E o projeto é o nosso espírito como arquitecto, munido de experiências e ensinamentos que fica mais maduro a medida que projetamos e aprofundamos as coisas. Somos estudantes para a
vida.

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